Bruxismo, manifestação do estresse

Publicado em 18/10/2013

Bruxismo pode ser manifestação de estresse, diz especialista

 

O estresse pode ser definido como uma reação do organismo que reúne aspetos psicológicos, físicos, hormonais e mentais. Esta resposta é desencadeada em situações que exigem adaptação, eventos inesperados ou momentos de alerta. “O estresse pode ser positivo ou negativo. O primeiro se limita a fase inicial, como um aviso ao corpo. Já o negativo ocorre quando o indivíduo ultrapassa os seus limites e a capacidade de adaptação é esgotada, prejudicando a qualidade de vida”, explica Gerson Köhler, especialista em ortodontia e ortopedia facial da Köhler Ortofacial.

Considerado uma epidemia mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse causa sintomas psicológicos e físicos como dificuldades relacionadas à memória e concentração, tensões musculares, problemas de pele, infecções, dores e hipertensão. “O estresse também pode se manifestar na boca, com o surgimento do bruxismo, um hábito anormal, no qual a pessoa passa a ranger ou apertar os dentes de maneira intensa, involuntária e ritmada. O distúrbio é desencadeado por movimentos anormais da mandíbula e pode comprometer a estrutura facial”, esclarece.

O bruxismo, também denominado briquismo, atinge pessoas do sexo masculino e feminino em qualquer fase da vida. O especialista aponta que o hábito é extremamente destrutivo para os dentes, seus tecidos de suporte e as articulações da mandíbula. “A alteração nem sempre é diagnosticada. Estimativas sugerem que aproximadamente 20% dos portadores reconhecem o problema, um número pequeno comparado ao grande universo de indivíduos que sofrem com o apertamento de dentes”, destaca Gerson, professor da pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desde 1988.

Existem dois tipos de bruxismo, o do sono (BS) e o da vigília (BV). O primeiro ocorre somente a noite, enquanto a pessoa está dormindo e o segundo é percebido durante o dia. O indivíduo pode apresentar os dois tipos, sendo que o da vigília afeta uma em cada cinco pessoas, de acordo com dados do artigo Neurobiological Mechanisms Involved in Sleep Bruxism. “Esta é pesquisa científica é importante e foi realizada por pesquisadores da Universidade de Montreal em conjunto com o Centro de Estudo do Sono do Hospital Sacré-Coeur e a Faculdade de Odontologia da Universidade de Toronto, todos localizados no Canadá”, acrescenta.

Além do estresse físico e emocional, fatores como sobrecarga e disfunção da musculatura mastigatória, alterações na articulação têmporo-mandibular (ATM) – que fica localizada entre as extremidades da mandíbula e o crânio, bem ao lado dos ouvidos -, perdas dentárias, fechamento incorreto da boca, problemas nas vias aéreas superiores e mau alinhamento dos dentes podem provocar bruxismo. “A musculatura facial é muito poderosa e atua sobre os dentes, os ossos que os sustentam e as ATMs. A força desnecessária destes músculos provoca uma sobrecarga excessiva, causando o bruxismo”, observa.

O zumbido também está relacionado ao bruxismo. Os apertamentos podem provocar a compressão de nervos presentes na região posterior do disco articular (o menisco) das ATMs, próxima às estruturas do ouvido. “A compressão estimula o envio de sinais ao cérebro que podem ser decodificados como uma sensação sonora na ausência de uma fonte externa, o zumbido. O barulho pode ser percebido na cabeça ou nos ouvidos e exige o acompanhamento interdisciplinar no diagnostico e no tratamento”, afirma Gerson, que faz parte do Grupo de Informação a Pessoas com Zumbido de Curitiba (GIPZ Curitiba) do HC/UFPR.

Entre os sintomas do distúrbio estão cansaço nos músculos faciais, desgastes excessivo dos dentes, dificuldades para abrir a boca, fraturas dentárias, dores nas articulações mastigatórias, estalos e travamento nas ATMS, dores de cabeça tensionais frequentes na região temporal e dores no rosto, pescoço, ouvido e até nos ombros. “Quando o bruxismo é diurno, as dores são mais intensas na parte da tarde. Se for noturno, as dores aumentam na parte da manhã”, enfatiza o ortodontista, especialista em ortopedia funcional dos maxilares.

O tratamento do bruxismo depende da intensidade dos apertamentos e do ranger de dentes, do período em que o distúrbio ocorre – de dia ou de noite – e das causas. Uso de placas interoclusais, tratamentos normalizadores ortodônticos e odontológicos fazem parte das estratégias indicadas pelos especialistas. “A prática de exercícios físicos também é fundamental. O ideal é consultar um profissional especializado para diagnosticar a causa e tratar a raiz do problema, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes e promovendo a saúde”, finaliza Gerson.

Fonte: odontosites.com.br

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